Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
Cidade

Governo de MS promove capacitação para qualificar a gestão de recursos públicos para OSCs de Corumbá

O fortalecimento das ações compreende desde a captação de recursos quanto à transparência na aplicação.

 José Henrique de Andrea Denis superintendente do Terceiro Setor

O Governo do Mato Grosso do Sul, através da SEAD (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) realizou nesta quinta-feira, 07 de agosto, uma Capacitação Regionalizada para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) de Corumbá, o Terceiro Setor, responsáveis por contribuir para o desenvolvimento social, promover oportunidades, reduzir as desigualdades e acessar onde o poder público não chega. O evento ocorreu em dois períodos, no Auditório do Colégio Salesiano de Santa Teresa.

“O Estado tem a obrigação de fazer essa capacitação, não é questão de cortesia, eu sempre falo nas capacitações que o Estado não está aqui por cortesia. O Estado está aqui porque é obrigação, porque é recurso público, eu preciso orientar a melhor forma de aplicar aquela verba pública. A gente tem que ter esse controle na execução, para que ele não seja realizado de forma errada, esse bem que vem para o bem, ele acaba ficando mal, porque às vezes a organização tem que devolver dinheiro, porque executou de forma errada. Então, o principal trabalho hoje (capacitação) é exatamente colocar isso para eles (OSCs), explicou José Henrique de Andrea Denis superintendente do Terceiro Setor.

O superintendente orienta que o recurso público está à disposição das organizações, porém tem toda uma legislação para seguir, um regramento para poder executar, e para não ter problemas quanto a prestação de contas, não é interesse do Estado que esse recurso seja devolvido, e sim que aquela política pública aconteça, porque provavelmente ali o poder público não chega, onde as OSCs são fundamentais.

Ednir de Paulo, fundadora do Instituto da Mulher Negra do Pantanal (Imnegra), instituição constituída por mulheres, em especial a mulher negra do Município de Corumbá e região do Pantanal, fundada em 31 de agosto de 2006, disse que está apta a receber uma emenda parlamentar, sendo a terceira do instituto, porém ainda não teve oportunidade de um chamamento público (edital), quando a OSCs passa por um processo de concorrência, como se fosse uma licitação.

“O trabalho que o Estado está fazendo, é de suma importância esses técnicos saírem dos seus gabinetes e virem até junto ao Terceiro Setor, é importante dar essas orientações técnicas para a captação desses recursos. Porque o importante não é só estar à frente, mas é saber como você ir lá e buscar esse recurso para você atender a sua base. E, por exemplo, na parte que é a nossa instituição, o Instituto Imnegra, que aqui na região de Corumbá atende grande parte da população, nós estamos inovando para o Estado, trajes africanos que não encontram no mercado no Estado de Mato Grosso do Sul. Uma peça de bata, filá, chaturri, um acessório afro para você utilizar no seu dia normal como moda”, disse Ednir.

O Instituto da Mulher Negra do Pantanal vem, assim, praticamente é a história da minha vida, a gente pretende continuar naquilo que está dando certo, Ednir de Paulo .

As roupas e acessórios são produzidos pelas costureiras do instituto que também promovem cursos de costura. Esses trajes são promovidos em desfiles e comercializados com preços acessíveis e geram rendas para as colaboradoras do Imnegra.

A presidente do Imnegra ressalta que é uma ONG ligada à defesa dos direitos. Ela não é tão assistencialista, mas é uma instituição de direitos humanos, e que está ligada à defesa do direito, combate ao racismo, identificação das populações quilombolas, da cultura afro. “o Instituto da Mulher Negra do Pantanal vem, assim, praticamente é a história da minha vida, a gente pretende continuar naquilo que está dando certo”.

Direção do Instituto Novo Olhar

Lilian Damiana – diretora executiva do Instituto Novo Olhar reforça a importância de uma capacitação em Corumbá: “Então, para a gente é a primeira vez que o Instituto Novo Olhar, no caso, está participando de uma capacitação dessa. Para a gente é um privilégio, porque por mais que a gente recebe várias vezes convite do SEAD para participar dessas capacitações em Campo Grande ou em outras cidades, infelizmente a instituição não tem recurso financeiro para poder estar conseguindo participar. E dessa vez a gente está tendo esse privilégio, essa oportunidade, a gente só tem a agradecer”.

“Hoje, já por esse meio período (manhã), a gente conseguiu aprender várias coisas, tiraram várias dúvidas nossas. E assim, só tem a agradecer e com certeza vai estar somando muito mais, para que nos próximos editais, até mesmo no chamamento público, a gente não tenha tanta dificuldade para poder conseguir desenvolver a execução do nosso projeto e também fazer a inscrição para concorrer até mesmo para receber uma emenda parlamentar, que no qual a gente vai receber agora”, explicou Lilian.

Próximo de completar 10 anos, no dia 28 de agosto, o Instituto Novo Olhar atende 180 crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos, no contraturno da escola regular, desenvolvendo várias oficinas de artesanato, atividades física, aulas de informática, oficinas de música, incluindo uma banda filarmônica “Novo Olhar do Pantanal”, alunos que tocam hoje com o Exército e em eventos na cidade.

“Então, a gente tem visto o resultado do nosso projeto. Tem mudado vidas, como o nosso nome da instituição é Instituto Novo Olhar, mudando vidas, abrindo horizontes com respeito e confiança. Tem dado resultado na vida das nossas crianças, principalmente as nossas atividades que são desenvolvidas nos moldes militares. Então, a gente consegue um resultado muito maior”, finaliza Lilian Damiana.

No dia 19 de setembro, em Campo Grande, ocorrerá o 7º Fórum Estadual do Terceiro Setor na sede da OAB. A gente vai falar muito sobre inteligência artificial, as tecnologias que estão chegando para o terceiro setor.

A técnica do Sistema SIAFIC, Sylbeni Barreto palestrou sobre o credenciamento a efetivação da proposta 

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