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Corumbá, Terça, 03 de Novembro de 2026
Ahmad Schabib Hany

AMÉRICA LATINA EM ESTADO DE GRAÇA

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Ahmad Schabib Hany
Há uma semana em todos os países latino-americanos se respira com alívio, pois o povo brasileiro escolheu o lado certo da História e salvou o destino daquilo que os pretensos 'donos do mundo' haviam decidido, para continuar a saquear, conspurcar e delinquir.

O dia 25 de outubro de 2026 entra para a história da humanidade como data de uma segunda independência. Uma conquista de soberania tão ou mais relevante que muitas dessas datas inseridas nos calendários cívicos oficiais de países cuja população ainda não experimentou o que é autodeterminação.
Os fatos falam por si.
No Peru venceu nas urnas o estratagema de Fernando Cerimedo, mercenário digital da trupe de Marco Rubio e Donald Trump, com Keiko Fujimori, filha do tirano Alberto Fujimori, que submeteu o país a um nível de opressão pior que o do período das ditaduras militares que impunemente silenciaram gerações. Tão logo assumiu o cargo ilicitamente, para retribuir os seus amos e senhores, baixou um kit de projetos de lei e emendas constitucionais elaborados desde Miami, Nova York e Washington para transformar o soberano Peru em mais uma colônia de Trump.
Na Colômbia, numa gritante fraude eleitoral promovida pelo mercenário digital Javier Negre (sócio de Fernando Cerimedo), impôs um fantoche gringo chamado Abelardo de la Espriela, inspirado nas marionetes Javier Milei e Nayib Bukele, respectivamente da Argentina e El Salvador, e que quer governar ao estilo de Bukele, 'com mão de ferro'. Sem trajetória política, De la Espriella é empresário obscuro cuja campanha foi financiada, planejada e executada por Marco Rubio e 'gusanos' de Miami para interromper a ascensão política de Iván Cepeda, seguidor de Gustavo Petro. Tão logo assumiu, já seguiu o roteiro dos amos e senhores Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
No Chile, depois da impactante revelação de que Fernando Cerimedo e Javier Negre participaram da campanha eleitoral que promoveu um estelionato político com a eleição do empresário ultrapinhochetista Ricardo Kast, a polarização atinge um nível insuportável na terra do Poeta Pablo Neruda, com um congresso nacional totalmente inconformado. Há quatro meses na presidência da República e incapaz de implementar medidas do roteiro preparado por Marco Rubio, seus índices de aprovação não chegam a 30%, bem piores, portanto, do ex-presidente Salvador Allende, deposto e assassinado no interior do palácio presidencial em 11 de setembro de 1973.
Na Bolívia, o desprezível fantoche do fantoche Rodrigo (inca)Paz Pereyra, filho do ex-esquerdista e ex-presidente Jaime Paz Zamora (vice de Hernán Siles Suazo entre 1982 e 1985, pela UDP, e presidente entre 1989 e 1993, pelo MIR), acabou com a bun... exposta depois das denúncias feitas pela ex-companheira vítima de tentativa de feminicídio Nadia Beller por Fernando Cerimedo. Indefensável, Paz foi comprovadamente revelado como incompetente, corrupto e manipulável por ninguém menos que o mercenário Cerimedo, que agia como verdadeiro Rasputin na Bolívia. Apesar de ter sido salvo por uma operação policial desde os Estados Unidos para prender o procurador-geral do Estado Plurinacional e seu colega procurador regional de Santa Cruz de la Sierra pelo 'crime' de terem revelado os podres dos mercenários digitais e da família parasita e corrupta que tomou de assalto os destinos da Bolívia, seus índices de aprovação não chegam a 17% em avaliações dos mais diferentes institutos de pesquisa de opinião.
Javier Milei, 'o mais sionista dos presidentes do planeta' (é como ele orgulhosa e cinicamente se apresenta), foi 'mãe de aluguel' e é o fantoche desta alcateia de mercenários que usam as plataformas dos aliados de Trump em todo o mundo e permite que o projeto de poder dos 'cucarachas' (baratas) e 'gusanos' (vermes) advindos dos velhos bordéis caribenho seja orquestrado, isto é, Marco Rubio na sucessão do genocida, pedófilo e corrupto Trump, desde que não sejam presos antes por tantos crimes cometidos.
Diante disso, a América Latina está exultante pela vitória do Brasil sobre os EUA no dia 25 de outubro. Em estado de graça, como em tempos anteriores àquilo que vermes da Lava-Jato et caterva foram capazes de causar ao PIB brasileiro, em nome de um 'combate à corrupção' falso, corrupto e golpista: não foi sobre a perda de centenas de milhares de empregos formais qualificados, apenas (por se isso pudesse ser chamado de apenas) de grandes corporações que competiam em pé de igualdade com as transnacionais das ex-metrópoles coloniais, Odebrecht, OAS, Mendes Junior, Affonseca, A. Gaspar, Camargo Corrêa, para citar algumas.
Sérgio Moro e seu cúmplice 'pastor' Deltan Dallagnol nunca foram devidamente punidos por destruir significativa e representativa parcela do PIB -- por conta dos ativos representados por técnicos e burocratas altamente qualificados que, no âmbito das atividades estratégicas criminalizadas simplesmente desapareceram como por passe de mágica --, e isso não se pode repetir com a tentativa de livrar o clã criminoso política e penalmente que atentou não só contra o Estado de Direito, mas contra a vida de centenas de milhares de brasileiros durante a pandemia.
Afinal, ao vencer o fantoche corrupto que se dizia paladino da moral e da fé dos outros (porque isso o 'Zero hummm' nunca teve, eis que nasceu em berço torto e destituído de quaisquer valores civilizacionais, cordura, empatia e urbanidade) a façanha inimaginável de impor uma derrota acachapante aos verdugos de plantão, o povo brasileiro passou a ser reconhecido como uma nação altiva, coerente e corajosa.
Porque derrotar os funestos 'donos do mundo' não é para gente fraca, pequena, mas para milhões de pessoas de diferentes posições políticas e denominações religiosas que já conquistaram seu lugar na história, ao lado do Estadista que o Brasil levou quinhentos anos para apresentar à humanidade, para inveja dos sabujos e fantoches que, nas palavras do grande Chico Buarque, falam fino com os EUA e falam grosso com seu próprio povo e os irmãos da América Latina.
Melhor que isso, aliás, será a fragorosa derrota dos terroristas que tomaram de assalto a Casa Branca em 2024, nesta alvissareira terça-feira, 3 de novembro, um dia depois do Dia de Finados, quando a classe proletária em todo o Planeta estará a comemorar a morte da verdadeira serpente do fascismo, do genocídio, do sionismo e de todos os 'ismos' nefastos que atentam contra o porvir da humanidade.

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