FOI O BRASIL QUE VENCEU!
| Ahmad Schabib Hany
E derrotou Trump e os seus serviçais
Além do bolsonarismo, Trump foi o maior derrotado, e com ele seus serviçais. A vitória do Brasil soberano e da democracia só foi possível com a união da cidadania: a direita, o centro e a esquerda.
O Brasil derrotou o projeto de poder elaborado, financiado e executado por Washington, Miami e Nova York, resultado da aliança estratégica das big techs (as gigantes da internet), oligarquias financeiras, empresas de petróleo e energia, poderosa indústria bélica e crime organizado em escala global sob comando das famílias Trump, Netanyahu e agregados. E, claro, a participação de serviçais como Marco Rubio, Brad Parscale, Fernando Cerimedo, Javier Negre, Damián Merlo Debernardi e outros 'cucarachas' (baratas) e 'gusanos', amiguinhos dos Bolsonaro, que venderam a alma para o monstro laranja que cobra com juros e multas o que empresta.
Enquanto o mais perigoso dos filhos do inominável se iludia ao destratar Lula como 'velho esclerosado' (esse crime se chama etarismo), ofendia chamando-o de 'nove dedos' (capacitismo) e mentia na cara dura (mitomania) nos dois debates realizados na televisão aberta ao longo do segundo turno, era derrotado por jovens, idosos, mulheres, originários, quilombolas, ribeirinhos, pessoas com deficiência, democratas de todo o espectro ideológico, religiosos de todas as denominações, agnósticos, artistas, artesãos, servidores públicos, desassossegados, pesquisadores, concurseiros, empreendedores, empresários, agricultores, desempregados, ambientalistas, cientistas, feirantes, camelôs, entregadores de aplicativo, motoristas, taxistas, garis, coletores de material reciclável, camioneiros, enfim, cidadãos a toda prova, sem titubeios e vaidades.
Assim que a vitória foi confirmada pela Justiça Eleitoral, Lula, em seus dois discursos (em espaço de coordenação da campanha e na Avenida Paulista tomada de centenas de milhares de pessoas exultantes), agradeceu aos jovens, às mulheres, aos idosos, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao deputado André Janones -- criador e mobilizador do 'Exército do Lula', com mais de 10 e meio milhões de 'soldados' e 'soldadas' pela reeleição do primeiro presidente quatro vezes eleito na história política do país --, e apresentou um conjunto de ponderações que dão pistas que orientarão seu quarto mandato.
Assegurou que na próxima gestão, agora melhor conectado às redes sociais, estará governando com o povo e mais focado nas prioridades que, desde seu primeiro governo, estabeleceu: fortalecimento das instituições da República, a soberania e a defesa do Estado Democrático de Direito, inclusive voltado para a Segurança Pública; relacionamento de alto nível com o Congresso Nacional, Câmara e Senado, bem como com o Supremo Tribunal Nacional, como determina a Constituição Federal de 1988; estabelecimento de plano de metas quinquenal (cinco anos) para balizar um desenvolvimento efetivo e em consonância com as demandas da sociedade brasileira e diálogo permanente com os setores produtivos da sociedade; implantação de novas universidades e institutos federais, do pé-de-meia universitário, ensino médio e profissional integral, desenrola 3 estendido aos detentores de CNPJ e MEIs e ampliação de faixa de inclusão de segmentos sociais em programas habitacionais e de saneamento ambiental; implementação de políticas de estímulo ao não desmatamento e proteção de bacias hídricas e parques naturais e reservas de proteção particular natural; reforma do Poder Judiciário e de um conjunto de leis federais que regulam a estrutura e funcionamento dos três Poderes da República, em que prioridade são Estado Democrático de Direito, Soberania (agora ampliada nas dimensões nacional, popular, territorial, mineral, econômica, social, cultural, artística, científica, linguística, tecnológica, ambiental, hídrica, florística e faunística) e redução das desigualdades sociais e regionais.
Na véspera do aniversário de 81 anos (completa dia 27 de outubro), recebeu cumprimentos pela reeleição de todos os presidentes do continente, apesar de diferenças políitcas ou ideológicas, à exceção de Javier Milei, reconhecido mascote de Trump e de Netanyahu, e, óbivo, do diabo laranja da Casa Branca que foi enganado pela 'dinastia' de pilantras cujo líder está preso por atentar contra a democracia com a incompetente tentativa de golpe de 8 de janeiro e a vida dos então presidente e vice eleitos e o presidente da máxima Corte Eleitoral.
'PASSAPORTE PARA A IMPUNIDADE'
Se o filho mimado mais perigoso da familícia reconheceu a vitória de seu oponente nas urnas? Seria como pretender tirar leite de pedra... Sequer se dignou a agradecer ao eleitorado pela votação maior que a de seu pai-pai. Um verdadeiro mimadinho: só reconhece os resultados das urnas quando lhes são favoráveis, do contrário quer anulação.
Mas o presidente do partido pelo qual concorreu (o sexto partido em 27 anos de mandatos de parlamentar, um recorde só não quebrado porque seu pai fez troca-troca maior, nove legendas de al..., digo, partidos), o PL, reconheceu a vitória de Lula, bem como a maioria dos governadores, alinhados à direita. Assim como em toda democracia, em eleições há um vencedor e um perdedor e a vida segue, até porque o rapaz ainda tem muitos anos pela frente, se é que não for enveredar pelo mundo do crime...
Numa frase profética, o Jornalista Reinaldo Azevedo afirmou, em sua coluna diária no 'Metrópoles', que a conquista da Presidência da República era "um passaporte para a impunidade", isto é, se livrar dos processos constantes de sua 'capivara', de sua folha corrida. Não apenas um projeto de poder, concebido e apoiado pela maior mais poderosa potência militar do planeta, cujo presidente usa essa força para intimidar e coagir toda nação que ousa trilhar por caminhos que não a beneficiam.
FUGA PARA MIAMI
Tal como a jornalista Joyce Hasselmann, ex-deputada federal da extrema-direita rompida com os Bolsonaro, advertira às autoridades, em entrevista ao 'DCM', 'GGN', 'TVT', 'TV 247' e 'ICL' (e na cobertura dos sites jornalísticos 'VIOMUNDO', 'Outro lado da Notícia', 'Correio de Corumbá' e 'Vox MS'), cinco dias antes de sua covarde fuga para o colo de seu 'protetor' nos Estados Unidos, que o primogênito estava com um plano 'b' pronto para executar caso as urnas não lhe fossem favoráveis. Segundo a jornalista, ela se afastara do clã durante o desgoverno do inominável, pois tudo o que faziam tinha uma conduta criminosa. A única vez que adentrou ao apartamento do covarde que acaba de fugir ela se sentiu mal: a ostentação do luxo a lembrara de capos da máfia em filmes de Hollywood, tanto que, ao sair da reunião realizada naquele ambiente, passara mal a ponto de nem ter conseguido chegar ao sanitário do aeroporto. É o que reiterou ao ser entrevistada depois da fuga do 'valentão'.
Analistas entrevistados em todos os meios independentes entendem que as autoridades brasileiras precisam não só acionar o alerta vermelho da Interpol, obviamente depois de terem cumprido o protocolo para inserção de foragidos, e em seguida convocar as representações diplomáticas argentina e equatoriana para explicar a conivência dos fantoches sionistas Javier Milei e Daniel Noboa por terem usado a estrutura governamental de seus países para dar fuga ao covarde miliciano ao atender o pedido de Marco Rubio, 'gusano' trumpista que coordena as ações mercenárias digitais e presenciais na América Latina.
Enquanto isso, há pastor que não age como cristão, mas, tal qual sionista, anda 'orando' para que o Presidente Lula morra e que haja um "terceiro turno". Como bem lembrou a Jornalista Conceição Lemes, editora do VIOMUNDO, praga de urubu não pega. Eu me recuso a acreditar que o tipo de evangélico produzido pela doutrinação da CIA e do MOSSAD e com ódio no coração seja considerado cristão. Do mesmo modo, o pastor indicado pelo inominável para compor o TSE, como 'ungido', acredita que tudo o que faz esteja acima do bem e do mal. Aliás, aquele 'homem de Deus' e seu colega 'homem do mundo' precisam ser inseridos nos livros de história como 'generais eleitorais' tamanho acinte com que cometeram inúmeras ilicitudes na ânsia de favorecer o filho de quem os indicou.
DECISÃO PROVIDENCIAL
O povo brasileiro foi louvado em todo o mundo, inclusive pela oposição nos EUA, pela decisão providencial, por ter salvado a humanidade ao entender o cenário de risco em que estávamos: o candidato fugitivo não tinha programa de governo, apenas um sinistro plano de poder comandado por Trump, cuja popularidade está abaixo dos 30% e na próxima semana enfrentará eleições parlamentares de meio de mandato em que sofrerá acachapante derrota, tal qual seu cúmplice genocida Benjamin Netanyahu, que perdeu as eleições no Estado sionista e deverá tomar o mesmo rumo de Flávio para fugir à prisão por corrupção e abuso de poder.
As forças democráticas, em todos os espectros ideológicos -- da direita não bolsonarista, do centro e da esquerda --, saúdam o Presidente Lula por sua vitória e seus 81 anos de idade, tomados de surpresa pela fuga covarde de um candidato a dois dias de uma eleição histórica. Todos são unânimes em dizer que não se tratava de um candidato, mas de um fantoche, marionete, de um país estrangeiro que cobiça as riquezas naturais, a soberania do povo e, ainda mais, a posição estratégica do país-continente cuja importância geopolítica sempre esteve sob a sanha saqueadora desse império em franca decadência.
Chico Buarque e Pablo Milanés, 53 anos atrás, já haviam dado o alerta em 'Canção pela Unidade da América Latina': "... E quem garante que a História / É carroça abandonada / Numa beira de estrada / Ou numa estação inglória // A História é um carro alegre / Cheio de um povo contente / Que atropela indiferente / Todo aquele que a negue // É um trem riscando trilhos / Abrindo novos espaços / Acenando muitos braços / Balançando nossos filhos // Lo que brilla con luz propia / Nadie lo puede apagar / Su brillo puede alcanzar / La oscuridad de otras cosas ..." (Pablo Milanés e Chico Buarque, 'Canção pela Unidade da América Latina', 1973.)
MENSAGEM DE GRATIDÃO
Finalmente, é imprescindível concluir com a mensagem dirigida para todas e todos aqueles que, cívica e espontaneamente, compreenderam a necessidade de derrotar os farsantes que se passavam por 'salvadores da pátria' quando são apenas delinquentes contumazes, como o seu fantoche que, sem ter agradecido seus eleitores, correu para o colo de seu amo e senhor, provando tudo o que temos escrito desde que Fernando Cerimedo, o feminicida e cínico mercenário digital de pilantras comandados pelo 'gusano' Marco Rubio, foi preso por crime comum e, feito rato, também pediu arrego para Trump, que mandou invadir o território boliviano para caçar criminosamente o titular da Procuradoria-Geral do Estado Plurinacional da Bolívia e o titular da Procuradoria Regional de Santa Cruz, responsáveis pelas revelações feitas.
Parabéns, Companheira/o! Obrigado por ter-nos dado a honra de estar ao seu lado e ter-se mantido firme na trincheira! Esta vitória tem um sentido muito relevante: o povo brasileiro é maior que qualquer projeto de poder em que os mais poderosos do planeta usaram seus maiores mercenários e todas as suas perversidades contra Lula e os que ousaram acompanhá-lo.
Como toda causa justa que não tem 'dono' exclusivo, o sentimento é de autêntico protagonismo coletivo, em que os jovens -- cuja inquietude e esperança estavam ameaçadas --, as mulheres -- cuja vida e dignidade estavam rifadas --, os idosos -- cuja presença e história humilhadas --, os trabalhadores anônimos e invisibilizados da cidade e do campo ‐- cuja existência estava negociada à cobiça transnacional --, os servidores da saúde, assistência social, educação, cultura, infraestrutura, ambiente, segurança pública, justiça, diplomacia, tecnologia e inovação e demais políticas públicas -- cujas carreiras e ética estavam descartadas --, os empreendedores em suas diversas atividades e escalas -- cujos propósitos e motivações conspurcados --, os "invisíveis" (os "párias", como imigrantes e refugiados) -- cuja presença abolida pelos ratos que sempre estão à espreita de canalizar seus recalcados impulsos criminosos latentes --, os artistas, artesãos, professores, cientistas, médicos, poetas, pensadores, escritores, enfermeiros, veterinários, dentistas, assistentes sociais, sociólogos, psicólogos, advogados, engenheiros, economistas, jornalistas, radialistas, esportistas, profissionais liberais, comerciantes, comerciários, camelôs, feirantes, garis, trabalhadores da coleta de lixo e da reciclagem, camioneiros, motoristas, entregadores de aplicativo, taxistas, cozinheiros, garçons, barbeiros, cabeleireiros, esteticistas, faxineiros, gráficos, costureiros, aposentados, pensionistas, ativistas e demais empreendedores autônomos e 'saltimbancos' -- cujos ofícios já estavam criminalizados --, os povos originários, quilombolas, retirantes, ribeirinhos, migrantes e das reformas urbana e agrária -- cuja existência já estava sentenciada -- e todos os aprendizes de cidadãos, livre-pensadores e seres viventes de todas as espécies que vivem a incomodar por sua rebeldia inata -- cuja presença já estava negociada -- deram sua sincera e incondicional contribuição cuja soma se chama Soberania e Democracia.
A Vida, a Ciência, a História, a Racionalidade e a Fé (com letras maiúsculas e que não têm proprietários, amos e senhores) venceram humilde e sabiamente a morte, a opressão, o fanatismo, a cobiça, a usura, o rentismo, o parasitismo e o crime organizado!
Viva o povo brasileiro! Viva o Estadista incansável! Viva seu leal e discreto Vice! E que vivamos todas e todos em harmonia e cooperação, com Soberania e Democracia! O Brasil venceu o terrorismo, Trump, Netanyahu e seus cínicos serviçais!
E agora, ao trabalho, que é coletivo: todos juntos somos fortes! Ninguém solta a mão de ninguém!