Corumbá, Sábado, 13 de Junho de 2026
Dilson Fonseca

LENDAS DO PANTANAL

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Dilson Fonseca

Minhocão: Diz a lenda que o minhocão se refere a uma cobra enorme. Em noites de lua cheia ela fica entre mastros e caibros debaixo da água próxima de pontes ou casas de palafitas, através da sombra dos pescadores e esta cai morta dentro do rio. A lenda abaixo foi descrita no artigo “Ao Redor e Através do Brasil”, publicada na revista “Kosmos”, número 12 (1908), por Alípio de Miranda Ribeiro.”…Disseram-me que em Corumbá, até havia uma pessoa que vira o Minhocão. Procurei-a. Era um velho italiano, um dos mais velhos moradores da cidade, antigo capitão de navio, reduzido à vida sedentária de administrador de fazendas. Não, disse-me ele, eu não vi o Minhocão, vi o seu rastro. Meu filho, sim, o viu uma vez e correu dele às léguas. Disse-me que era preto e parecia um enorme bote de quilha para cima. O rapaz estava numa canoa no rio Paraguai; encostou-se à terra e correu com todas as forças para casa. Fui ver o lugar e encontrei o seu rastro, na lama e no aguapé. Era uma depressão enorme, um sulco muito largo que só uma embarcação grande poderia ter produzido; e por toda a redondeza só havia canoas e essas mesmo pequenas…” (Texto de Bambino-de-Mamãe).Uma gigantesca serpente ou minhoca gigante com escamas que vive no fundo dos rios. Acredita-se que ela seja a responsável pelo desbarrancamento das margens do Rio Paraguai e que, quando irritada com o barulho dos pescadores, vira canoas para devorar os homens.

Pé de Garrafa: Uma criatura mítica (meio homem, meio animal) coberta de pelos. Possui uma perna só, cujo pé termina no formato de um fundo de garrafa, deixando marcas redondas por onde passa. Ele é conhecido como um guardião feroz da floresta.

O Pai do Mato (ou Mãozão): Um ser misterioso que habita as matas densas. Ele pode assumir a forma de uma anta ou de um homem peludo e barbudo. Diz a lenda que seu grito ecoa pela mata e quem responder pode enlouquecer.

O Barco Fantasma: Uma embarcação assombrosa que navega pelas águas pantaneiras em noites de lua cheia. Os ocupantes dão risadas e conversam alto, assustando os pescadores desavisados e protegendo os peixes até desaparecer ao amanhecer.

O Tuiuiú: A ave símbolo do Pantanal também tem sua lenda. Ela conta a história de um casal indígena que sempre alimentava a ave; após a morte deles, os tuiuiús ficaram sobre o monte de terra esperando migalhas, o que explica a sua postura cabisbaixa e triste.

O Cabôclo d’Água: Uma entidade fluvial que protege os rios e os peixes, frequentemente descrito como uma criatura que assusta quem comete abusos contra a natureza. 
     Fonte: Enciclopédia Livre

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