Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
Cultura

Café com a Vizinhança traz relatos de mulheres que fazem parte da história da ferrovia de MS

No domingo (7), a Casa Amarela convida duas mulheres que vivem na vila de casas do Complexo Ferroviária, tombada pelo Iphan, para compartilhar memórias que trazem a história de MS em torno dos trilhos do trem.

A Casa Amarela realiza, no domingo (7), às 8h40, o terceiro encontro do projeto “Café com a Vizinhança: Histórias do Tombamento – uma criação coletiva”, que desta vez recebe Maria Araci e Elizabeth Firmino, mãe e filha e, respectivamente, esposa e filha do ex-ferroviário Nelson Firmino, já falecido. A iniciativa integra a programação especial de fim de ano da Casa Amarela, dedicada a celebrar a memória, a arte e o convívio por meio de relatos que preservam a identidade ferroviária de Campo Grande e, também, de Mato Grosso do Sul.
“Quando o trem saiu de Campo Grande, meu marido já estava aposentado, mas tudo o que construímos veio com a ferrovia. Falar dessas histórias é trazer memórias — não só da nossa família, mas de como era o Mato Grosso do Sul até chegar aqui”.

No encontro, Maria dividirá a conversa com a filha, Elizabeth Firmino, que também compartilhará lembranças de uma infância moldada pela vida ferroviária. “Crescer perto dos trilhos foi como aprender a ouvir o mundo passando”, diz Elizabeth.

Hoje, ela mora em uma das casas do complexo ferroviário e guarda lembranças vivas da época em que o trem era o motor da cidade.
“Quando o trem saiu de Campo Grande, meu marido já estava aposentado, mas tudo o que construímos veio com a ferrovia. Falar dessas histórias é trazer memórias — não só da nossa família, mas de como era o Mato Grosso do Sul até chegar aqui”.

No encontro, Maria dividirá a conversa com a filha, Elizabeth Firmino, que também compartilhará lembranças de uma infância moldada pela vida ferroviária. “Crescer perto dos trilhos foi como aprender a ouvir o mundo passando”, diz Elizabeth.

Idealizadora do projeto, a arteterapeuta Tatiana De Conto, que coordena a Casa Amarela ao lado do artista Guido Drummond, destaca a importância deste encontro.
“Este é o terceiro encontro que traz como centro das atenções a história do complexo ferroviário NOB – Noroeste do Brasil. Nas outras duas rodas de conversa, contamos com Maria Madalena Mereb e Nelson de Araújo — ela reconhecida por sua dedicação em preservar a história da ferrovia, e ele, maquinista que conheceu a engrenagem por dentro”.

Tatiana também reforça a relevância de Maria Araci no processo de organização comunitária pela preservação do patrimônio ferroviário. “Maria Araci é considerada por muitos a matriarca da ferrovia. É uma mulher que sabe tudo, infinitamente boa, generosa, carismática. Quando o processo de privatização começou, os homens estavam no trecho. Então, foram as mulheres que iniciaram a articulação política pelo tombamento, cuidando dos leilões, de toda aquela luta. Pessoas como Araci e Nelson — e tantas outras que precisaremos entrevistar em casa, porque já estão muito idosas — foram fundamentais. Ela é uma referência viva que pode contar essa história”.

O artista Guido Drummond, fundador da Casa Amarela, reforça o impacto desse movimento de preservação. “Esses relatos fortalecem o sentimento de pertencimento e mantêm viva a história do Complexo Ferroviário. É um patrimônio afetivo da cidade, que continua existindo porque seguimos contando suas histórias”.

Todos os relatos registrados nas rodas de conversa serão disponibilizados nas redes sociais da Casa Amarela e integrarão o acervo do Museu de Arte Urbana (MuAU), que transforma memórias locais em arte muralista e narrativa.

O projeto é realizado com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do MinC – Ministério da Cultura e do Governo Federal, via edital da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), da Setesc e do Governo do Estado. Acompanhe os trabalhos pelo Instagram @casa.amarela.muau

Além do “Café com a Vizinhança” a Casa Amarela está com uma agenda de atividades que celebram o Natal e seguem até o dia 21 de dezembro. Confira a programação:

Bazar de Natal – quarta a sábado, das 14h às 21h (19/11 a 21/12)
Espaço Café – sabores regionais e cerveja artesanal (quarta a sábado)
Oficina Arteterapêutica de Natal – quintas, das 18h às 20h
Sábados de Contos de Natal – das 18h às 20h
Roda de conversa “Lídia Baís – uma mulher à frente de seu tempo” – 12 de dezembro

Serviço:
Café com a Vizinhança – Histórias do Tombamento
Local: Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118, Campo Grande-MS
Data: Domingo (5)
Horário: às 8h40
Entrada gratuita | Classificação livre
Instagram: @casa.amarela.muau

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