Corumbá, Terça, 28 de Julho de 2026
Cultura

Locomotiva de Histórias convida público a percorrer memórias da antiga ferrovia Noroeste

Em agosto, mês em que Campo Grande celebra seu aniversário, o Museu de Arte Urbana – Casa Amarela convida o público para passeios literários nos dias 2, 7, 8, 12 e 13. A programação culmina em 29 de agosto com o lançamento do site e do acervo audiovisual do projeto "Locomotiva de Histórias".

Fotos: Guido Drummond
"A ferrovia é única". A frase de Nelson de Araújo, presidente da Associação dos Ferroviários Aposentados e Pensionistas (Afapedi), resume mais do que a história dos trilhos: ela fala de uma cidade que cresceu ao redor da estação e que ainda guarda, nas lembranças de ferroviários, familiares e antigos passageiros, capítulos fundamentais da identidade de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Tamanha relevância ganha novos sentidos a partir do mês de agosto, quando essas memórias voltam a percorrer a cidade por meio do projeto “Locomotiva de Histórias”, experiência do Museu de Arte Urbana – Casa Amarela idealizada por Tatiana De Conto e Guido Drummond.

Mais do que revisitar o passado, a proposta devolve à população histórias que ajudaram a construir Campo Grande e que, aos poucos, foram desaparecendo da paisagem e da memória coletiva. "Não apenas fazemos parte da história de Campo Grande, ajudamos a construir a cidade. Quando um ferroviário parte sem registrar suas lembranças, perdemos também um pedaço dessa identidade. Projetos como este mantêm viva essa memória e aproximam as novas gerações da história da ferrovia”.

"Em cada encontro irei narrar até 8 histórias. Inspiradas em histórias reais de ferroviários, familiares e usuários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, as narrativas unem oralidade, literatura e artes visuais em uma experiência de turismo literário cultural. Queremos que as pessoas caminhem por um livro vivo, escrito sobre o território", explica Tatiana.

Mais do que revisitar o passado, a proposta devolve à população histórias que ajudaram a construir Campo Grande e que, aos poucos, foram desaparecendo da paisagem e da memória coletiva. "Não apenas fazemos parte da história de Campo Grande, ajudamos a construir a cidade. Quando um ferroviário parte sem registrar suas lembranças, perdemos também um pedaço dessa identidade. Projetos como este mantêm viva essa memória e aproximam as novas gerações da história da ferrovia”.

Batizada pela autora de Literatura de Patrimônio, a experiência parte da oralidade, mas também contou com o reforço de registros documentais. "Em um outro projeto fizemos a produção audiovisual para preservar fatos e depoimentos. Já com a literatura de patrimônio utilizamos recursos que ressoam no narrador para construir uma narrativa capaz de despertar pertencimento e identidade. De entrevistas de até 90 minutos foi possível construir histórias de cinco minutos, mantendo fidelidade aos relatos e criando uma experiência literária", explica Tatiana.

Os murais que conduzem esse trajeto nasceram antes das narrativas. Idealizado pelo artista visual Guido Drummond, o projeto reuniu 38 artistas — sendo 35 sul-mato-grossenses e três muralistas mexicanos — que deram vida a 41 pinturas inspiradas nas memórias de ferroviários, filhos de ferroviários e usuários da ferrovia. "Queríamos tirar essas histórias de trás dos muros e devolvê-las à cidade. Agora, cada mural passa a ganhar uma nova camada de significado ao dialogar com as narrativas e, futuramente, com os QR Codes", destaca Guido.

Ao reunir memória, literatura e arte urbana, o projeto transforma relatos de antigos ferroviários em um patrimônio vivo, acessível tanto durante os passeios quanto de forma permanente no ambiente digital. A caminhada representa apenas a primeira etapa dessa experiência.

No dia 29 de agosto, o Museu de Arte Urbana – Casa Amarela lança seu site oficial e disponibiliza as narrativas em vídeo, com acessibilidade em Libras, acessadas por meio dos QR Codes que serão instalados nos murais. "A ideia é que qualquer pessoa possa acessar essas histórias a qualquer momento. O percurso termina na rua, mas a memória continua disponível para quem quiser revisitá-la", completa Tatiana.

As visitas acontecem nos dias 2, 7, 8, 12 e 13 de agosto, com saída da Estação Casa Amarela, localizada na Rua dos Ferroviários, 118, no bairro Cabreúva, região central de Campo Grande. As vagas são limitadas a 15 participantes por sessão, e as inscrições gratuitas devem ser realizadas exclusivamente pelo WhatsApp (67) 99189-7034. Outras informações acesse o Instagram @casa.amarela.muau.

O Locomotiva de Histórias é realizado com recursos do FMIC (Fundo Municipal de Investimentos Culturais), da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), vinculada à Prefeitura de Campo Grande, com apoio da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), Afapedi, IPHAN, Plataforma Cultural e Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS).
Serviço: 
Museu de Arte Urbana – Casa Amarela: Projeto Locomotiva de Histórias
Datas e horários:
02/08 (domingo) – 9h
07/08 (sexta-feira) – 9h
08/08 (sábado) – 18h
12/08 (quarta-feira) – 15h
13/08 (quinta-feira) – saídas às 10h e às 16h
29/08 (sábado) -  Lançamento do site e vídeo na sede da Casa Amarela

Ponto de embarque:
Estação Casa Amarela
Rua dos Ferroviários, 118 – Cabreúva - região central de Campo Grande

Apenas 15 vagas por sessão.
As reservas são realizadas exclusivamente pelo WhatsApp: (67) 99189-7034.
Tatiana De Conto e Guido Drummond na frente da Casa Amarela

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