Moinho in Concert 2025 mergulha nos caminhos ancestrais do Peabirú em um processo colaborativo com artistas convidados
Com Leoni Antequera, Fernando Martins, Beatriz Almeida, Arce Correia, Celina Charlier e participação do Coral de Santa Cruz/BO, espetáculo une música, dança e artes visuais em criação coletiva inspirada nos caminhos do Peabirú.
“Estamos alinhavando um novo caminho de Peabirú, como o sonho e o jogo de amarelinha, com a intenção de levar todos para o seu próprio céu. É um espetáculo construído a muitas mãos, com artistas, crianças, jovens, educadores e parceiros, em um processo vivo e cheio de trocas”, destaca Márcia.
Entre as contribuições para essa narrativa está a do artista visual boliviano Leoni Antequera, que trouxe o conceito da Amarelinha da Vida, conectando seu trabalho plástico ao Caminho de Peabiru e criando a analogia que estrutura toda a construção cênica.
Nesta etapa, o Moinho recebe artistas convidados que somam suas trajetórias ao projeto. O sul-mato-grossense Arce Correia atua como ator, diretor e compositor, agregando experiência em teatro, dança, poesia e música. Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, com licenciatura e bacharelado em teatro pela Anhembi Morumbi, Arce atua profissionalmente desde 1998 e é conhecido pela criação da personagem de humor Maria Quitéria e pelo espetáculo musical Alinhavo, baseado em seus textos poéticos.
A coreógrafa e ex-primeira bailarina do Stuttgart Ballet, Beatriz Almeida, referência internacional na dança e madrinha do Moinho Cultural, também integra o time, garantindo excelência artística e potência expressiva nas coreografias. A flautista Celina Charlier soma sua sensibilidade musical à construção de paisagens sonoras que dialogam com a temática do espetáculo.
Com a participação de mais de 500 artistas — incluindo orquestra ao vivo, bailarinos, crianças e jovens atendidos pelo Instituto, além do Coral de Santa Cruz/BO —, o Moinho in Concert 2025 estrutura-se a partir da analogia entre a travessia ancestral e os jogos de amarelinha, explorando formas como a caracol e a cruzada, que simbolizam caminhos de autoconhecimento, pertencimento e superação.
A estreia será em dezembro, em Corumbá, como uma celebração da arte, da memória coletiva e da força criativa que conecta gerações e territórios. Uma grande produção colaborativa que resgata e reinventa saberes tradicionais por meio da arte contemporânea, convidando cada espectador a trilhar o seu próprio caminho em direção ao céu.
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