CNI considera oportuna medida que disponibiliza crédito a empresas afetadas por nova tarifa americana
Resposta emergencial pode se tornar parte de uma nova missão da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada para ampliação da inserção da indústria brasileira no mercado internacional.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera oportuna a disponibilização de crédito emergencial para as empresas afetadas pela tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que inclui setores cujas exportações foram prejudicadas pela guerra no Oriente Médio, ajuda a aliviar o duro golpe recebido por setores importantes da indústria nacional.
A indústria de transformação deve ser o setor mais impactado pela tarifa adicional, pois 47% do valor total das exportações desse segmento são alcançadas pela medida do governo dos EUA.
Para a CNI, a sobreposição dessa barreira protecionista ao estrangulamento financeiro das empresas evidencia a urgência do pacote governamental. Vale destacar que esses setores já lidam com um conjunto de amarras operacionais e tributárias diariamente, como os juros altos e a incidência do IOF sobre operações de crédito, pilares do perverso Custo Brasil.
Há espaço, no entanto, para que a resposta emergencial anunciada pelo governo seja um dos instrumentos de uma 7ª missão da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada para a ampliação da inserção da indústria brasileira no mercado internacional.
Governo disponibiliza R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito
Anunciado pelo governo nesta quarta-feira (22), o Plano Brasil Soberano 3, uma extensão das medidas emergenciais anteriores, disponibilizará até R$ 18,5 bilhões em recursos aos setores afetados pela medida norte-americana, bem como por conflitos internacionais, além de proporcionar linhas de crédito menos custosas para setores estratégicos para a balança comercial, fertilizantes e minerais críticos.
Setores beneficiários previstos:
Grupo 1: Afetados por tarifas comerciais dos EUA
- Seção 232 do USTR: aço, alumínio, automotivo e móveis.
- Seção 301 do USTR: madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.
Grupo 2: Setores industriais estratégicos
- Têxtil; químicos; farmacêuticos; automotivo; equipamentos de informática; produtos eletrônicos e ópticos; máquinas, equipamentos e materiais elétricos; outros equipamentos de transporte; borracha e plástico; máquinas e equipamentos; minerais críticos; e fertilizantes.
Grupo 3: Exportações para o Golfo Pérsico e setores afetados
- Arábia Saudita; Catar; Bahrein; EUA; Iraque; Irã; Kuwait; e Omã.
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