Centrais querem a proteção dos trabalhadores das Lojas Americanas
Se os indícios de fraude forem provados, os culpados devem ser punidos, mas a empresa e os empregos precisam ser preservados
As centrais sindicais unificadas em reunião com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esta semana em São Paulo, discutiram o processo de recuperação judicial do Grupo Americanas e reforçaram a necessidade de garantia dos empregos e dos direitos dos mais de 44 mil trabalhadores diretos e de centenas de milhares de trabalhadores de toda a rede de fornecedores.
“Não podemos permitir que os trabalhadores, pais de família, tenham prejuízos por conta dos problemas que o grupo gerou no Brasil. É preciso garantir a manutenção de todos os seus direitos”, afirmou o coordenador regional da Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB, em Mato Grosso do Sul, José Lucas da Silva, presidente da Feintramag MS/MT.
Segundo ele, de acordo com nota divulgado pelas centrais (CSB, CUT, Força Sindical, UGT, CTB e NCST ) a atividade econômica, as empresas e os empregos tem que ser preservados independente das responsabilidades dos executivos, controladores e acionistas relevantes do Grupo Americanas, que ainda estão sendo apuradas.
Se os indícios de fraude forem provados, os culpados devem ser punidos, mas a empresa e os empregos precisam ser preservados.
Por esses motivos, as centrais solicitaram ao Ministro do Trabalho e Emprego que o Governo participe diretamente do processo com o objetivo de estabelecer diálogo tripartite e total transparência neste que é um dos maiores processos de recuperação empresarial do país.
Diante da gravidade do problema, as centrais sindicais unificadas convocam toda a sociedade para o ato no dia 03 de fevereiro (sexta-feira), às 10 horas, na Cinelândia no Rio de Janeiro (RJ).
Veja Também
Pagamentos de outubro do Bolsa Família começam nesta segunda
Samba perde Benito di Paula, compositor de “Retalhos de Cetim”, aos 84 anos
Papa Leão XIV reaparece no Vaticano após cirurgia e anuncia retomada das atividades