Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
Geral

CNBB divulga carta ao povo brasileiro em que alerta para violência contra a mulher, pejotização e crise climática

Entidade ainda chama atenção para perigo da desinformação, combate ao racismo e proteção ao povos indígenas; leia na íntegra.

Reprodução/CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota ao povo brasileiro, nesta sexta-feira (24), em que ressalta a esperança de ações em prol da “amizade social, economia solidária, e responsabilidade com os mais pobres”, mas que se posiciona contra uma série de injustiças sociais. A entidade afirma que apesar dos avanços, não pode fechar os olhos para os “sinais de morte em nossos dias”.

No documento, a CNBB destaca temas como violência contra a mulher, racismo, violência contra povos indígenas e tradicionais, desinformação e crise climática. “Vivemos tempos de incertezas e sofrimentos”, afirma a entidade.

Violência contra a mulher

Na carta, a entidade ressalta que as mulheres estão “ameaçadas por violências que vão da agressão física, sexual e psicológica ao controle econômico”. A CNBB ainda destaca a perseguição digital contra as mulheres e como essas violências atingem principalmente a mulher pobre, negra, periférica, indígena ou rural.

Racismo

A CNBB também destaca o tema do racismo em sua carta e afirma que “o Brasil ainda não enfrentou corajosamente o racismo e nossa história tem uma dívida que exige reparação”.

Pejotização

Outro tema de destaque do documento é o avanço da “pejotização”, tema que já havia sido debatido pela Comissão Episcopal Sociotransformadora da CNBB. Na carta, a entidade diz: “preocupa-nos a discussão no STF sobre a substituição de contratos de trabalho regidos pela CLT por vínculos precários de prestação de serviços, conhecidos como ‘pejotização'”.

“Onde desaparece o Estado, vigora a lei do mais forte”, afirma.

Crise climática

Por fim, a entidade também chama atenção para o avanço dos extremos climáticos. “Não podemos sacrificar a natureza e as pessoas em nome de modelos de exploração que negam o bem viver. Toda a Casa Comum sofre com a devastação”, diz.

Para ler a carta na íntegra, basta acessar este link.

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