Defensoria Pública realiza encontro para tratar sobre saúde da população trans de MS
A iniciativa foi promovida em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+ (SubsLGBTQIA+).

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, por meio do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), realizou o encontro “Diálogos sobre Saúde Trans: Lançamento da Consulta Pública e Reflexões sobre Ambulatórios Trans no Mato Grosso do Sul”. A iniciativa foi promovida em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+ (SubsLGBTQIA+).
A coordenadora do Nudedh, defensora pública Thaisa Raquel Defante, representou o defensor público-geral, Pedro Paulo Gasparini, e presidiu o evento.
“Estamos dando visibilidade ao funcionamento e à habilitação do ambulatório trans, que é uma conquista para a população LGBTQIA+. Também estamos apoiando a SES nesta consulta pública para que possamos construir o melhor funcionamento do ambulatório, de modo que ele atenda todas as pessoas. É um passo importante na luta pelos direitos das pessoas LGBTQIA+”, destacou a coordenadora.
O encontro aconteceu no auditório da Escola Superior da Defensoria de MS (ESDP), onde os participantes foram recepcionados pelo diretor da instituição, defensor público Igor César de Manzano Linjardi.
A programação trouxe palestras sobre o assunto. A assistente social, especialista e mestranda em Saúde da Família, mulher trans Bel Silva, abordou o tema “Humanização no Atendimento de Saúde: Desafios e Oportunidades”.
“Este é um evento muito importante, e minha participação visa contribuir com minha experiência como assistente social atuando na área da saúde e compartilhar um pouco dos desafios e das barreiras que nós, como população trans, enfrentamos diariamente para acessar a saúde”, relatou.
O psicólogo, coordenador estadual do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat/MS) e secretário do Conselho Regional de Psicologia, homem trans João Vilela, discutiu a respeito da “A Voz da Comunidade Trans: Como contribuir para um atendimento de qualidade”.
“É mais do que necessário promover eventos como esse, especialmente a consulta pública, para que possamos criar uma linha de atendimento que seja efetiva e que atenda a população. Saúde pública é algo essencial. Então, o tema é mais do que importante”, ressaltou.
A iniciativa foi encerrada pela assistente social e sanitarista, especialista em saúde pública e psicologia organizacional, mestre e doutoranda em saúde e desenvolvimento, Lesly Lidiane, que apresentou “A Consulta Pública como Estratégia na Revisão da Linha de Cuidado Estadual do Ambulatório Trans”.
“A nossa missão é trazer para todas as pessoas a importância de revisar nossa linha de cuidado com o ambulatório trans. Essa é uma estratégia que busca a participação da comunidade e dos profissionais de saúde, para aprimorar o atendimento, melhorar o fluxo que mudou e, principalmente, oferecer um serviço humanizado e inclusivo”, apontou.
Ainda segundo a defensora pública e coordenadora do Nudedh, o debate traz novas perspectivas. “Este é um momento histórico, de construção coletiva, e algo a ser celebrado. Fico muito feliz e agradeço a presença de todos, todas e todes”, finalizou.
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