Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
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Ilumina Pantanal recebe prêmio em Brasília e reafirma papel pioneiro no uso de energias renováveis

Concen-MS esteve presente desde a concepção do projeto, articulando junto ao governo federal e à Aneel para garantir viabilidade e justiça tarifária.

Foto: Wander Faria

O projeto Ilumina Pantanal, que levou energia limpa e confiável a quase três mil famílias em uma das regiões mais remotas do país, foi novamente reconhecido em nível nacional. Durante o I Congresso Brasileiro de Minas e Energia, realizado em Brasília nos dias 22 e 23 de setembro, a Energisa Mato Grosso do Sul recebeu o Prêmio de Energias Renováveis concedido pelo Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O diretor-presidente da concessionária, Paulo Roberto dos Santos, destacou o caráter transformador da iniciativa. “Na semana passada tive a oportunidade de estar com a minha equipe na região da Barra do São Lourenço, onde pudemos vislumbrar uma mudança muito positiva para as comunidades. Encontramos adolescentes estudando em um laboratório de informática, com ventiladores e em um ambiente confortável. Tudo isso só foi possível com a chegada da energia elétrica, algo que nos enche os olhos e o coração, por saber que fazemos parte dessa história”, afirmou.

A presidente do Concen-MS (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS), Rosimeire Costa, parabenizou a Concessionária por mais uma conquista com o Ilumina Pantanal e ressaltou que o Conselho esteve envolvido desde a concepção do projeto. “A gente acompanhou cada etapa. Foi um investimento alto, que envolveu recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, custeados pelo consumidor, e exigiu quase sete anos de testes. Vários modelos de baterias foram avaliados até se chegar à tecnologia de lítio, que acabou se mostrando viável. A Energisa solicitou autorização à Aneel para utilizar essa modelagem, até então inédita, e hoje vemos o resultado: um projeto premiado, que se tornou referência nacional e internacional.”

O projeto que levou energia limpa ao Pantanal

Implantado em 2020, o Ilumina Pantanal demandou R$ 210 milhões em investimentos e atendeu 2.975 famílias em comunidades ribeirinhas e indígenas, em uma das regiões de mais difícil acesso do Brasil. Foram instalados sistemas solares com baterias de lítio, garantindo autonomia de até 48 horas sem sol, além de preservar o bioma pantaneiro e reduzir emissões de carbono.

Os resultados são expressivos: 180 toneladas de CO₂ evitadas por ano, seis escolas atendidas, mais de 300 crianças beneficiadas e 650 geladeiras doadas pelo Programa de Eficiência Energética. O projeto também já havia sido reconhecido em 2021, ao receber o prêmio internacional Solar & Storage Live Awards na categoria Inovação e Geração Solar.

O papel do Concen-MS na viabilização

O Concen-MS esteve presente desde as primeiras articulações, em 2018, junto ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional de Energia Elétrica, para mitigar o impacto tarifário do projeto. A negociação garantiu que parte significativa dos custos fosse subsidiada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), equilibrando os efeitos para todos os consumidores da área de concessão.

Rosimeire Costa lembra que o Conselho participou de momentos-chave, como a conclusão da primeira fase em Corumbá e a ligação da milésima unidade consumidora. “Sempre trabalhamos para que o impacto na tarifa fosse o menor possível. O resultado é um modelo que garantiu dignidade às famílias pantaneiras e que se mostrou economicamente viável para o conjunto dos consumidores.”

De referência local a modelo replicado no Brasil

O sucesso do Ilumina Pantanal inspirou iniciativas semelhantes em outros estados. A mesma tecnologia de armazenamento em baterias de lítio foi adotada em projetos isolados no Acre e no Amazonas, demonstrando que a experiência sul-mato-grossense se consolidou como referência.

“Ver esse modelo sendo aplicado em outras regiões do Brasil é motivo de orgulho. O Ilumina Pantanal provou que é possível conciliar sustentabilidade, inovação tecnológica e justiça social. É um projeto que nasceu no coração do Pantanal, mas que hoje ilumina caminhos para todo o país”, concluiu Rosimeire Costa.

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