Corumbá, Domingo, 05 de Julho de 2026
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Imprensa internacional repercute decisão da Fifa e classifica anulação da suspensão de Balogun como “escândalo”

Jornais da Espanha, Bélgica e Reino Unido repercutem reviravolta envolvendo atacante dos Estados Unidos após relatos de intervenção da Casa Branca junto à Fifa .

A decisão da Fifa de anular a suspensão do atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, provocou forte repercussão internacional e gerou críticas de veículos de comunicação da Europa. O caso ganhou destaque após relatos de que a revisão da punição teria ocorrido depois de um contato da Casa Branca com a Fifa.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornalista Ben Jacobs, da talkSPORT, e repercutidas por diversos jornais internacionais. Segundo o relato, a Casa Branca teria feito uma ligação direta à Fifa solicitando ao presidente Gianni Infantino uma revisão do cartão vermelho recebido por Balogun na partida contra a Bósnia e Herzegovina.

O atacante americano havia sido expulso no confronto válido pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Pela regra geral da competição, a punição implicaria suspensão automática de uma partida, impedindo sua participação no duelo contra a Bélgica, marcado para segunda-feira. No entanto, a Fifa anunciou neste domingo a retirada da suspensão, liberando o jogador para atuar.

O jornal espanhol Marca classificou o episódio como um “escândalo” e destacou o caráter excepcional da medida. Em sua cobertura, o veículo afirmou: “Decisão sem precedentes: a Fifa anula o cartão vermelho de Balogun e Trump agradece!”.

Na Bélgica, país que enfrentará os Estados Unidos nas oitavas de final, a repercussão também foi intensa. O jornal Le Soir descreveu o caso como uma “grande polêmica” e destacou os relatos sobre a suposta atuação da Casa Branca junto à entidade.

“Um regresso que está a causar bastante alvoroço. Inicialmente suspenso após o cartão vermelho recebido contra a Bósnia, Folarin Balogun estará finalmente disponível para este jogo. A Casa Branca teria feito um apelo direto à Fifa, pedindo a Gianni Infantino que reveja o cartão vermelho de Balogun”, escreveu o periódico belga.

Outros veículos do país seguiram a mesma linha. O portal HLN ressaltou o agradecimento feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Fifa após a revisão da decisão. Já o DH Les Sports avaliou que a liberação do atacante representa uma desvantagem para a seleção belga, classificando a notícia como “más notícias para os Diabos Vermelhos”.

No Reino Unido, o jornal The Guardian destacou o impacto esportivo da decisão para a equipe norte-americana. Segundo a publicação, “a decisão dá um grande impulso aos Estados Unidos em sua tentativa de chegar às quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez desde 2002”.

Pouco depois da divulgação da decisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social Truth Social para agradecer publicamente à Fifa.

“Obrigado à Fifa por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça!”, escreveu Trump.

A manifestação do presidente norte-americano ampliou ainda mais a repercussão internacional do caso, especialmente diante das informações divulgadas por Ben Jacobs sobre a suposta participação da Casa Branca no processo de revisão disciplinar.

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