Itamaraty confirma 35 mortes e 92 brasileiros desaparecidos na guerra da Ucrânia

O Itamaraty confirmou, nesta quarta-feira (29), 35 mortes e 92 desaparecimentos de brasileiros na guerra da Ucrânia. Contagens não oficiais baseadas em anúncios públicos colocam o Brasil entre os países com maior número de estrangeiros mortos no conflito, atrás apenas de Estados Unidos e Colômbia. Um dos casos recentes é o de Edi Soares de Souza, morto em combates na região de Zaporíjia.
A Ucrânia intensificou o recrutamento de estrangeiros para reforçar suas tropas, após mais de quatro anos de invasão russa. Canais oficiais de recrutamento publicam conteúdos em português, e há uma companhia militar formada majoritariamente por falantes do idioma e liderada por brasileiros. Os novos contratos exigem permanência mínima de seis meses, oferecem facilidades migratórias e podem pagar o equivalente a R$ 53 mil mensais, conforme a função e a proximidade da linha de frente.
O governo russo classifica voluntários estrangeiros que combatem ao lado da Ucrânia como mercenários e nega a eles as proteções destinadas a prisioneiros de guerra. Kiev contesta essa posição e sustenta que integrantes da Legião Internacional assinam contratos oficiais e têm os mesmos direitos e deveres de soldados ucranianos. O Itamaraty voltou a recomendar que brasileiros evitem envolvimento com forças armadas estrangeiras, diante das limitações de assistência consular em zonas de guerra.
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