Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
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Projeção de bandeira da Palestina em show em SP é interrompida e banda denuncia censura

Apresentação da banda Sophia Chablau foi interrompida durante evento oficial da Semana do Rock.

Banda Sophia Chablau (Foto: Arquivo pessoal/ Markos Ferreira.)

Durante a Semana do Rock promovida pela Prefeitura de São Paulo o show da banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo foi interrompido após a exibição da bandeira da Palestina com a frase "Palestina Livre" no telão do palco montado na Praça do Patriarca, no centro da capital.

A projeção ocorreu no intervalo entre a passagem de som e o início da apresentação. De acordo com a produtora da banda, Francesca Ribeiro, representantes da prefeitura pediram a retirada da imagem, mas o grupo se recusou. Em resposta, a organização do evento desligou o painel de LED e reduziu o som, o que, segundo a banda, impossibilitou a conclusão do repertório planejado.

A vocalista Sophia Chablau relatou que, após pedir a retomada da projeção, teve o microfone desligado. A banda afirma que ainda faltavam cerca de 20 minutos de apresentação quando o sistema de som foi cortado novamente.

Em nota, a prefeitura justificou a medida afirmando que “falas e projeções feriram cláusulas contratuais com ofensas a terceiros”. O governo municipal alegou que o show foi até o fim, o que é contestado pela equipe do grupo.

A banda classificou a ação como um ato de censura inaceitável em uma democracia, ressaltando que o contrato não previa proibição de manifestações políticas e que “manifestar-se a favor da Palestina não é crime no Brasil”. Eles ainda denunciaram ter sido ameaçados com multa e pressionados a reduzir o número de músicas da apresentação.

“Rock é insubmissão, é transgressão. O que aconteceu hoje não condiz com o espírito do evento e revela uma covardia”, afirmou a banda em comunicado público.

A gestão municipal reforçou que manifestações artísticas são de responsabilidade dos artistas e que não refletem o posicionamento institucional da prefeitura. Ainda assim, declarou manter o compromisso com a liberdade artística “dentro dos parâmetros legais da administração pública”.

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