Projeto federal inicia ações no Território Kadiwéu com lideranças indígenas
Reunião em Bodoquena marca início das atividades do Ywy Ipuranguete com foco na conservação e no fortalecimento territorial.

Lideranças indígenas do Território Kadiwéu participaram na segunda-feira (27) da reunião de apresentação e alinhamento do projeto Ywy Ipuranguete – Conservação da Biodiversidade em Terras Indígenas, realizada no município de Bodoquena (MS). O encontro reuniu representantes das comunidades e instituições parceiras envolvidas na iniciativa.
Coordenado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o projeto é implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e executado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e com os facilitadores Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal e Wetlands International Brasil.
Durante a reunião, foram apresentados os objetivos do projeto, o cronograma das oficinas que serão realizadas ao longo da semana nas aldeias do território e as estratégias de atuação voltadas à construção participativa das ações. O momento também foi dedicado à escuta das lideranças, permitindo o alinhamento das principais demandas das comunidades.
O processo de construção dessas ações dialoga com uma trajetória já consolidada no território. Desde 2018, o povo Kadiwéu vem desenvolvendo, com apoio da Wetlands International Brasil e da Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal, o chamado Plano de Vida Kadiwéu (link), cuja primeira edição foi publicada em 2019 e atualizada em 2022.
O projeto Ywy Ipuranguete — que em tupi significa “terra bonita” — reconhece o papel estratégico dos povos indígenas na conservação ambiental. A proposta que conta com recurso de R$ 1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu segue até 2030 e busca fortalecer a gestão territorial, apoiar a proteção dos recursos naturais e valorizar os conhecimentos tradicionais, contribuindo para o bem-viver das comunidades.
O Diretor de Gestão Ambiental, Territorial e Promoção ao Bem Viver Indígena do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Bruno Potiguara destacou a atuação do MPI na busca por recursos. “É sempre importante vir ao território e concretizar um projeto que vem sendo construído ao longo desta gestão do MPI. O Ywy Ipuranguete é uma iniciativa de cooperação internacional que vai beneficiar 15 terras indígenas em todo o Brasil. Nosso objetivo é ouvir as comunidades e garantir que os recursos sejam aplicados de acordo com as demandas de cada território, e além desse o ministério tem buscado fortalecer parcerias para ampliar todo atendimento”, explicou.
O Diretor de Gestão Ambiental, Territorial e Promoção ao Bem Viver Indígena do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Bruno Potiguara destacou a atuação do MPI na busca por recursos. “É sempre importante vir ao território e concretizar um projeto que vem sendo construído ao longo desta gestão do MPI. O Ywy Ipuranguete é uma iniciativa de cooperação internacional que vai beneficiar 15 terras indígenas em todo o Brasil. Nosso objetivo é ouvir as comunidades e garantir que os recursos sejam aplicados de acordo com as demandas de cada território, e além desse o ministério tem buscado fortalecer parcerias para ampliar todo atendimento”, explicou.
O projeto Ywy Ipuranguete — que em tupi significa “terra bonita” — reconhece o papel estratégico dos povos indígenas na conservação ambiental. A proposta que conta com recurso de R$ 1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu segue até 2030 e busca fortalecer a gestão territorial, apoiar a proteção dos recursos naturais e valorizar os conhecimentos tradicionais, contribuindo para o bem-viver das comunidades.
Ney Maciel, Analista Socioambiental e antropólogo do IEB explicou as linhas do projeto e a autuação do IEB. “O IEB atua como parceiro na execução do projeto, apoiando o Ministério dos Povos Indígenas. Trabalhamos há muitos anos com a construção participativa de projetos ambientais, especialmente na elaboração e implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental. Nosso papel aqui é contribuir com a execução das ações, apresentando o cronograma, os objetivos e as estratégias voltadas à conservação da biodiversidade nas terras indígenas.”
Ney Maciel, Analista Socioambiental e antropólogo do IEB explicou as linhas do projeto e a autuação do IEB. “O IEB atua como parceiro na execução do projeto, apoiando o Ministério dos Povos Indígenas. Trabalhamos há muitos anos com a construção participativa de projetos ambientais, especialmente na elaboração e implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental. Nosso papel aqui é contribuir com a execução das ações, apresentando o cronograma, os objetivos e as estratégias voltadas à conservação da biodiversidade nas terras indígenas.”
Abrangência
Com abrangência nacional, a iniciativa contempla 15 terras indígenas em cinco biomas brasileiros — Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal — somando mais de 6 milhões de hectares e beneficiando aproximadamente 57 mil pessoas.
Dioni Alcântara Batista, coordenador da Funai MS abordou a importância de trabalhar em conjunto. “Estamos juntos neste momento dialogando sobre o projeto com o povo Kadiwéu. Temos avançado em diversas tratativas para fortalecer cada vez mais as comunidades e as aldeias. Acreditamos que, com o apoio do MPI, essas iniciativas vão avançar. Este é um recurso importante, e é uma conquista para o povo Kadiwéu.”
Entre as principais ações previstas está a implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs), instrumentos que orientam o planejamento e a execução de estratégias de proteção, conservação e uso sustentável dos recursos naturais nas terras indígenas.
As primeiras oficinas ocorreram nas aldeias Alves de Barros, Campina, Córrego do Ouro, Tomázia e Barro Preto.
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