XXIII Parada LGBTQIAPN+ de Campo Grande bate recorde histórico e celebra o Dia da Mulher Negra com Karol Conká à frente do line-up
Edição reuniu mais de 20 mil pessoas no último sábado (25), na Praça do Rádio Clube, e transformou representatividade negra em símbolo do movimento pela diversidade.

A XXIII edição da Parada LGBTQIAPN+ de Campo Grande registrou no último sábado (25) o maior público de sua história: mais de 20 mil pessoas ocuparam a Praça do Rádio Clube e as ruas do entorno, no Centro da Capital, na maior festa da diversidade do estado. A data não poderia ser mais simbólica — o mesmo dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o que deu à edição deste ano um recorte ainda mais potente sobre a interseção entre as lutas antirracista e LGBTQIAPN+.
À frente do line-up, a cantora curitibana Karol Conká assumiu a atração principal da noite, encerrando a programação musical e reforçando o protagonismo de mulheres negras em um dos maiores palcos de diversidade do Centro-Oeste. Sua presença simbolizou o encontro entre os movimentos negro e LGBTQIAPN+, dois campos de luta que se cruzam na construção de uma sociedade mais justa e representativa.
Para Thallyson Perez, produtor do evento, a coincidência de datas não foi mero acaso. "Não é por acaso que a nossa Parada acontece justamente no dia em que celebramos essa data. Ter a Karol Conká, uma mulher negra, no nosso palco principal, é um gesto de representatividade que atravessa as pautas LGBTQIAPN+ e racial ao mesmo tempo. São lutas que caminham juntas, e é isso que a Parada tem a força de mostrar", afirma.
Cris Stefany, presidenta da ATTMS, destacou a trajetória do evento. "São anos à frente deste evento que é a maior festa de celebração da nossa comunidade. Por isso, convido cada pessoa de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul para caminhar com a gente neste 25 de julho, celebrar quem somos e lembrar por que seguimos ocupando as ruas", disse.
A programação musical reuniu artistas locais e coletivos da cena LGBTQIAPN+ sul-mato-grossense: DJ Hytalo e a cantora Beca Rodrigues abriram o palco antes da saída do trio elétrico — à frente, Gustavo Freitas e Gikka — pelas ruas da Capital. Na volta da passeata, o palco recebeu a cantora Geórgia - Anjo Azul, o músico Silveira e um set da DJ Jubba, seguidos por Ravell, Paolla, apresentações de ballroom, DJ Renê, a Crew Drag CG e o Slam Afroqueer, até o show de encerramento de Karol Conká e o set final de DJ Lady Afroo.
Além do palco oficial, a força da representatividade negra também se fez presente por meio de mulheres negras, coletivos afro e artistas regionais que somaram-se à celebração. São elas:
Ana José Alves — CMNEGRASMS
Cleuza Pedrosa — Comitê Impulsor Mulheres Negras/MS
Maria José (Zezé do Acarajé) — ABAM
Natasha Constantino — Moda Autoral Centro-Oeste
Diva Cardozo — Feira Afro/MS
Mari Pele Preta — Casa Pele Preta
Kamy — Casa Pele Preta
Brunna da Silva Salles da Cruz — Coletivo Geni
Ladielly de Souza Silva — Coletivo Geni
Caroline de Santa Ana Torres — Coletivo Geni
Yasmin Alexandra — Enegrecer
Thalita Valiente — Coletivo Enegrecer
Nala — BallRoom
Ladyafroo — Coletivo Afrogueto
Erika Pedraza — Coletivo Enegrecer
Bejona — Dorcelina Folador
Marcela Deniz — Maquiadora e artista visual
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