Pela primeira vez, Comando do 6º Distrito Naval forma recrutas mulheres
Ao todo, foram nove mulheres incorporadas através do Serviço Militar Inicial Feminino.

A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN), formou, pela primeira vez em sua história, uma turma de Marinheiros-Recrutas com mulheres. Ao todo, foram noves marinheiras entre os 66 da turma “Almirante Tamandaré”, que concluíram nesta terça-feira (23), o Estágio de Instrução e Adaptação (EIA) na Escola de Formação de Reservistas Navais, onde cursaram as mesmas disciplinas – e com as mesmas exigências – de seus colegas homens. Agora, as militares serão lotadas no Base Fluvial de Ladário (BFLa) e no Hospital Naval de Ladário (HNLa), além do próprio Com6ºDN.
O Comandante do 6º DN, Contra-Almirante Emerson Augusto Serafim, destacou o marco. Para ele, as novas militares “carregam consigo a honra e responsabilidade de abrir novos caminhos, mostrando que o patriotismo, a dedicação e o comprometimento não conhecem barreiras”.
O Serviço Militar Inicial Feminino, instituído pelo Ministério da Defesa em 2024, possibilita que mulheres se alistem voluntariamente ao completarem 18 anos, passando a cumprir o Serviço Militar Inicial com os mesmos direitos e deveres atribuídos aos homens. Embora o alistamento seja facultativo para o público feminino, após a incorporação o serviço torna-se obrigatório pelo período de um ano.
A trajetória das mulheres na MB é marcada pelo pioneirismo. Primeira Força Armada a admitir mulheres em suas fileiras, a MB iniciou essa história em 1980, com a criação do então Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha, responsável por viabilizar o ingresso feminino na instituição. Desde então, a participação foi ampliada e integrada de forma definitiva à estrutura da Força, não estando mais restrita a um Corpo específico. Hoje, elas atuam lado a lado com os homens em todos os Corpos e Quadros da Marinha.
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