Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
Meio Ambiente

Ação integrada resulta em autuação por queima ilegal em área rural de Corumbá

Ministério Público de MS, em conjunto com a PMA, intensifica fiscalização e aplica multa em propriedade rural que desrespeitou proibição de uso do fogo durante período crítico de estiagem.

Fotos: Decom/MPMS

Em mais uma ação estratégica no âmbito da Operação Prolepse – 2025, com apoio da Polícia Militar Ambiental (PMA) e sob coordenação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), foi realizada no dia 22 de agosto de 2025 uma vistoria ambiental na região do Abobral, zona rural de Corumbá, como parte das ações do Programa Pantanal em Alerta 2025. A operação teve como objetivo identificar pontos de ignição e responsabilizar eventuais infratores que desrespeitam a legislação ambiental vigente.

Durante a fiscalização, a equipe da 2ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental constatou o uso irregular de fogo em fazenda da região, com área queimada total de 1,05 hectares de vegetação nativa, em período expressamente proibido conforme a Resolução Conjunta SEMADESC/IMASUL nº 004, de 31 de julho de 2025, que suspende o uso do fogo no Pantanal entre os dias 1º e 30 de agosto.

A infração resultou na lavratura de auto de infração ambiental, no valor de R$ 2 mil, além do embargo da área e orientação para recuperação do dano ambiental. A ocorrência foi registrada pela PMA.

Conforme o Coordenador do Núcleo Ambiental, Promotor de Justiça Luciano Loubet, o trabalho foi embasado na requisição do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente (Caoma/MPMS), com apoio técnico do Núcleo de Geotecnologias (Nugeo), que previamente identificou por imagens de satélite os polígonos de ignição ativos a partir do dia 6 de agosto. O relatório do NUGEO serviu de base para o deslocamento da PMA até a propriedade rural.

Em conformidade com o Plano Operacional Integrado de Segurança Pública nº 001/2025/MS, o MPMS seguirá encaminhando os dados para a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e requisitando a atuação integrada da Polícia Civil e da Perícia Criminal, para aprofundamento das investigações quanto à origem e eventual autoria dolosa das queimadas.

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