Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
Meio Ambiente

Após fiscalização, MPMS investiga desmatamento ilegal em fazenda de Corumbá

Procedimento apura se houve dano ambiental na propriedade, após o recebimento de informações do Ibama.

Imagem: Laudo de vistoria

Com o objetivo de apurar a regularidade jurídico-ambiental de uma suposta supressão de vegetação nativa em uma fazenda no Pantanal, a 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá instaurou inquérito civil a partir de informações encaminhadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A investigação é para verificar a existência de supressão de vegetação nativa sem autorização do órgão ambiental competente, conforme apontado na notificação e na ordem de fiscalização, ambas emitidas pelo órgão ambiental federal.

Relatórios de fiscalização indicam que, em inspeção realizada em 5 de novembro de 2024, equipes do Ibama constataram a ausência de vegetação nativa em áreas da propriedade, além da presença de gado nas áreas alteradas, o que reforçou os indícios de desmatamento. 

O responsável pela fazenda foi notificado a apresentar as licenças ambientais referentes às intervenções realizadas nos últimos cinco anos, mas não teria atendido à solicitação no prazo estipulado.

Diante do não cumprimento da notificação, foi lavrado, em janeiro de 2025, auto de infração ambiental contra o proprietário no valor de R$ 3 mil reais, e, com isso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) decidiu aprofundar as apurações para delimitar a extensão do dano ambiental, identificar eventuais responsabilidades e avaliar as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Medidas solicitadas
Entre as providências determinadas pelo Promotor de Justiça Pedro de Oliveira Magalhães estão a notificação formal do investigado para apresentação de documentos, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), matrícula do imóvel e possíveis programas de regularização ambiental, além da consulta a outros órgãos, como o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e o Cartório de Registro de Imóveis.

O Promotor também requisitou à Polícia Civil a instauração de inquérito policial para apurar a possível prática de crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/98. Ao final das investigações, o procedimento poderá resultar na assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no ajuizamento de ação civil pública ou no arquivamento do inquérito, conforme as conclusões apuradas.

SIGA-NOS NO

Veja Também

MPMS apura incêndios em áreas rurais de Corumbá e reforça proteção ambiental no Pantanal

Acordo firmado entre o MPMS, Agesul e Prefeitura de Corumbá assegura compensação ambiental e criação de parque urbano no município

Inquérito civil do MPMS apura queimada ilegal em mais de 2,2 mil hectares de fazenda em Corumbá

MPMS apura supressão irregular de vegetação nativa no Pantanal em Corumbá

Aviso de emergência é emitido devido à elevação dos níveis dos rios Taquari e Aquidauana

MPMS investiga impacto ambiental e falhas no licenciamento de obra em estrada no Pantanal

MPMS investiga desmatamento em área do Pantanal e reforça atuação na defesa do patrimônio ambiental

Cadastro Ambiental Rural fortalece regularização das propriedades e desenvolvimento do Pantanal