Autoridades que monitoram onças em Corumbá trabalham com a hipótese de incidente e não ataque
Se realmente fosse atacado, o homem provavelmente não estaria vivo. População deve manter as medidas de segurança.

Na noite desta quinta-feira, 07 de agosto, o grupo de trabalho que vem atuando em conjunto nos últimos meses, após constantes avistamentos de onça-pintada na área urbana de Corumbá (Ibama, PMA, IHP e Fundação de Meio-ambiente do Pantanal), concedeu uma coletiva para a imprensa a fim de esclarecer os fatos ocorrido com um felino nesta madrugada, próximo ao Rio Paraguai no Mirante da Capivara. O grupo descartou o possível ataque do felino ao morador que se feriu.
Para os especialistas, ocorreu um incidente, provavelmente a onça atacou o cachorro e deparou-se com o morador e ele caiu sofrendo os ferimentos no rosto, pois as lesões não indicam um ataque de onça, pois poderia ter tirado a vida do Valdinei da Silva Pereira de 57 anos.Portanto a onça não fez um ataque direto ao Valdinei.
Porém, o trabalho de monitoramento e orientação continua, principalmente a consciência ambiental. É se suma importância o descarte correto do lixo, para não acumular e servir de alimento, e evitar deixar animais domésticos ao alcance dos felinos, eles servem como “iscas”. Entretanto, o grupo ressalta a melhorias ocorridas na região da Cacimba da Saúde, limpeza.
Os biólogos do Instituto Homem Pantaneiro mantém os trabalhos de afugentar o felino, pois trabalham com a probabilidade de ser apenas uma onça que pode andar até 16 km em apenas um dia. Outra ferramenta são as câmeras de trilhas, porém, não descartam a hipótese de captura, dentro dessas ações de vigilância e monitoramento.
Outros contatos: Gerência de Proteção e Bem-Estar Animal (GPBEA) – (67) 9 9936-0164 e Polícia Militar Ambiental (PMA) – (67) 9 9266-4052
Orientações básicas para segurança:
– Não se aproxime da onça. Evite qualquer tentativa de contato muito próximo, mesmo que o animal pareça calmo;
– Onças com filhotes ou carcaças podem ser mais agressivas. Redobre os cuidados nesses casos;
– Mantenha luzes externas acesas em locais com possível presença da espécie;
– Nunca alimente onças e não jogue resíduos orgânicos em locais onde houve o registro desses animais;
– Locais onde haja suspeita da “ceva” (oferta de alimentos para animais selvagens), prática considerada crime pela legislação ambiental, devem ser evitados porque trazem grande risco de conflito com as onças, bem como devem ser denunciados à Polícia Militar Ambiental;
– Verifique pelo caminho que estiver percorrendo a presença de pegadas. Se essas pegadas sinalizam serem frescas ou antigas, e evite andar sozinho nesses locais;
– Caso encontrar com uma onça no trajeto, evite a aproximação e tente manter a maior distância possível até que o animal saia do contato visual;
– Se você estiver frente a frente com uma onça, não se vire e não corra – esse comportamento pode remeter ao de uma presa e causar reação do animal;
– Ainda no caso de estar frente a frente com uma onça, mantenha contato visual e procure distanciar-se andando para trás sem movimentos bruscos;
– Depois que a onça sair do contato visual, procure evitar o trajeto ou, se precisar seguir adiante, espere algumas horas para percorre-lo, sempre com atenção ao caminho.
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