Segundo maior santuário de mamíferos no mundo, Serra do Amolar tem atividade com crianças no ‘Um Dia no Parque’
O IHP promoveu a atividade na RPPN Engenheiro Eliezer Batista e recebeu estudantes da Escola Municipal Rural do Paraguai-mirim.

A Serra do Amolar, em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense, foi cenário da ação especial para a conservação conhecida como “Um Dia no Parque”, que mobiliza atividades em todo o Brasil para criar conexões entre as pessoas e unidades de conservação. O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) promoveu a atividade na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Engenheiro Eliezer Batista e recebeu estudantes da Escola Municipal Rural do Paraguai-mirim. A iniciativa une o maior movimento de valorização de áreas protegidas do país e destaca a importândia do Pantanal para o planeta, pois o território é reconhecido, cientificamente, como o segundo lugar no mundo em concentração de mamíferos. A atividade na RPPN aconteceu neste dia 14 de julho.
O “Um Dia no Parque” é o maior movimento nacional de visitação às Unidades de Conservação (UCs) do Brasil. Em 2026, cerca de 300 áreas protegidas estão com atividades para que pessoas de todas as idades vivenciem experiências únicas em contato com a natureza. Mais do que promover visitas, a mobilização — que desde 2018 aproxima milhares de pessoas dos espaços protegidos — busca ampliar o reconhecimento dessas áreas, incentivar o turismo de natureza, fortalecer o vínculo entre sociedade e meio ambiente e engajar gestores, comunidades e parceiros.
Além de Corumbá, em Mato Grosso do Sul há atividades acontecendo no Monumento Natural do Rio Formoso, Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, Parque Estadual do Prosa, Parque Nacional da Serra da Bodoquena, Parque Natural Municipal de Glória de Dourados, RPPN Cara da Onça, Parque Natural Municipal do Paragem. Para ver a programação nesses outros locais, acesse aqui.
Em todo o estado de Mato Grosso do Sul, existem 153.577,9891 hectares com registro de Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs), espalhados por 63 unidades que estão em 27 municípios. As RPPNs são uma categoria de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário rural, sem desapropriação de terra e em caráter perpétuo. O município que segue na dianteira de resguardar esses tesouros da conservação é Corumbá, a Capital do Pantanal. Existem 14 RPPNs, conforme dados do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que totalizam 28.442,9403 hectares. O segundo município nesse ranking é Aquidauana, com 14.387,000 hectares de RPPNs. Eldorado aparece em terceiro lugar no ranking, com 7.580,3498 hectares espalhados pelo município.
Cuidar da natureza é cuidar da saúde
Nesta edição, o IHP levou o tema “Cuidar dos animais e do meio ambiente é cuidar da nossa saúde”. O objetivo geral foi promover a educação sanitária com os estudantes da Escola Municipal Rural do Paraguai-mirim. Essa unidade de ensino fica a mais de 2h30 de navegação rio Paraguai acima, a partir de Corumbá. Houve atividade de campo para mostrar a relação de interdependência entre a saúde dos animais domésticos, dos animais silvestres, do meio ambiente e dos próprios seres humanos.
As Unidades de Conservação, como a RPPN Engenheiro Eliezer Batista, são áreas legalmente protegidas com o objetivo de conservar a biodiversidade, os recursos naturais, promover a ciência e facilitar a educação ambiental, além de receber visitantes das comunidades e turistas nacionais e internacionais. No Pantanal, elas desempenham um papel fundamental na proteção das florestas, rios, fauna e flora.
Os estudantes precisaram fazer uma viagem de cerca de uma hora de barco, rio Paraguai acima, saindo da escola até a RPPN.
Programação e Metodologia das Atividades
O IHP preparou uma jornada pedagógica dividida em etapas estratégicas utilizando rodas de conversa, atividades visuais, apresentações dialogadas e práticas coletivas:
- Roda de Conversa – Quem vive perto da gente: Abertura para acolhimento e escuta da realidade dos alunos.
- Atividade Interativa – Dois Mundos: Dinâmica para diferenciar de forma clara os animais domésticos dos silvestres.
- Apresentação Dialogada – Onde mora o risco: Identificação de situações de risco no cotidiano e estímulo a hábitos simples de higiene.
- Foco no Contexto do Pantanal: Discussão acessível sobre as principais doenças da região e como elas se propagam (como Raiva, Leptospirose, Verminoses e enfermidades ligadas ao contato inadequado com animais silvestres).
- Atividade Prática – Cuidar da Natureza é cuidar da nossa saúde: Um exercício coletivo com foco em soluções, culminando em uma atividade de plantio de 21 mudas nativas para simbolizar a restauração e o cuidado com a terra.
Sobre o IHP
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Fundado em 2002, em Corumbá (MS), atua na conservação e restauração do Pantanal e para a valorização da cultura pantaneira.
Entre as atividades desenvolvidas pela instituição destacam-se a gestão de áreas protegidas, o desenvolvimento e apoio a pesquisas científicas e a promoção de diálogo entre os atores com interesse na área.
As ações prioritárias do IHP são feitas nos pilares para proteção da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas e atuação conjunta com comunidades tradicionais e de povos originários para apoiar o desenvolvimento sustentável. O IHP também integra o Observatório Pantanal, o Observatório Rodovias Seguras, os PANs Ariranha e Onça-pintada, além do Comitê Estadual do Fogo em Mato Grosso do Sul. Saiba mais em https://institutohomempantaneiro.org.br/
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