Corumbá, Sábado, 11 de Julho de 2026
Polícia

Autoridades da Bolívia não abrem investigação sobre morte de bolivianos em ação do Batalhão de Choque em Corumbá

A dupla não possuía antecedentes criminais na Bolívia, porém, PM afirmou que ambos tinham vínculos com o PCC.

Reprodução

O Ministério Público e a Polícia da Bolívia descartaram a abertura de uma investigação sobre a morte dos bolivianos Luis David Justiniano Flores de 29 anos e Alixberto Vasques Corrales de 32 anos, mortos durante a ação da Polícia Militar no último domingo, 05 de julho, no bairro Popular Velha em Corumbá.

Segundo as autoridades, os falecidos não possuíam antecedentes criminais em território boliviano. No entanto, o relatório das forças de seguranças do Mato Grosso do Sul informou que a dupla tinha antecedentes por tráfico de drogas e envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital), portanto. As informações são do jornal EL DEBER.

Segundo um relatório da Polícia Militar, a ação fazia parte da "Operação Jovem Guerreiro", deflagrada após a morte do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, ocorrida em 30 de junho durante uma perseguição. Os suspeitos foram interceptados após denúncias sobre a movimentação de membros de uma organização criminosa e o possível transporte de drogas. Quando os policiais tentaram abordar um veículo com placas bolivianas, os ocupantes desembarcaram e abriram fogo contra os agentes, segundo o relatório. A PM afirmou ter revidado os disparos; os suspeitos foram feridos e posteriormente levados ao hospital de Corumbá, onde faleceram.

Investigações preliminares indicam que ambos tinham antecedentes por tráfico de drogas e estavam sendo investigados por fornecer apoio logístico ao grupo criminoso envolvido no ataque que tirou a vida do policial. Duas armas de fogo foram apreendidas durante a operação, incluindo um revólver calibre .357 e um revólver calibre .38.

O comandante da polícia de Santa Cruz, coronel David Gómez, confirmou que, segundo relatos da polícia brasileira, os bolivianos eram membros do PCC. No entanto, ele afirmou que eles não têm antecedentes criminais na Bolívia.

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