Corumbá, Quarta, 03 de Junho de 2026
Polícia

Operação Apagão contra esquema de furto e receptação de equipamentos de energia no Pantanal

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Corumbá e Campo Grande; alvo foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e receptação qualificada.

Fotos: CI/MPMS

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Corumbá e da Unidade de Apoio à Investigação do Centro de Inteligência (CI/MPMS), com a colaboração de agentes da Polícia Civil e da Polícia Militar que integram o CI/MPMS, deflagrou, na manhã desta terça-feira (10/06), a “Operação Apagão”. A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, sendo um na cidade de Corumbá e outro em Campo Grande.

Durante as diligências, o principal alvo da investigação foi preso em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e receptação qualificada. No total, foram apreendidas três armas de fogo — uma pistola calibre 9mm, um revólver calibre .32 e um revólver calibre .22 — além de 260 munições de diversos calibres. Também foram localizados e apreendidos equipamentos de energia de origem ilícita, incluindo três inversores, cinco controladores de carga, quatro baterias e quatro placas de metal, além de documentos relevantes para a investigação.

A investigação teve início após a apuração de furtos de equipamentos da concessionária de energia que atende à região do Alto Pantanal, no âmbito do projeto “Ilumina Pantanal”. O trabalho investigativo do MPMS identificou uma empresa, situada em Corumbá, que estaria revendendo esses materiais, muitos deles de alto valor e importados.

O esquema criminoso causou prejuízos significativos não apenas à concessionária de energia, mas principalmente aos moradores de diversas localidades da região pantaneira, que sofreram com interrupções e falhas no fornecimento de energia elétrica em decorrência da subtração dos equipamentos.

O nome da operação, “Apagão”, faz alusão direta aos danos causados pela atividade criminosa, cujas ações resultavam em interrupções no fornecimento de energia (apagões) para a população local, que estava sendo atendida pelo projeto, evidenciando o grave impacto social dos delitos investigados.

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