Corumbá, Domingo, 26 de Julho de 2026
Política

AS PRIMEIRAS-DAMAS DEIXAM OS BASTIDORES E PASSAM A DISPUTAR ESPAÇO NO PODER

Segundo o Congresso em Foco, em 2026, diversas primeiras-damas e esposas de lideranças políticas devem disputar vagas no Legislativo, em um movimento que reúne nomes de diferentes partidos e regiões do país e reflete uma nova etapa de participação feminina na política institucional.
Não se trata de negar às mulheres o direito de participar da política — esse direito é legítimo e igual ao dos homens. O problema é que a porta se abre para candidaturas que muitas vezes parecem buscar apenas cargos públicos sem concurso, atraídas pelas luzes da ribalta e pelos benefícios parlamentares.
Grande parte dessas candidaturas não se apoia em trajetórias profissionais sólidas na iniciativa privada; caso contrário, dificilmente abandonariam suas carreiras para ocupar funções políticas. Muitas se apresentam como reflexo da imagem de seus maridos, tornando-se “candidatas-espelho” em busca de salários e privilégios.
Movidos mais por vantagens pessoais do que pelo genuíno propósito de servir à sociedade e à nação, esses candidatos acabam transformando a política em um palco de interesses privados. Essa inversão de valores corrói a credibilidade das instituições e distancia o exercício parlamentar de sua verdadeira missão: representar o povo e trabalhar pelo bem comum.
Se o exercício parlamentar não fosse tão bem remunerado, é plausível supor que boa parte desses nomes não se aventuraria na política. E essa crítica não se restringe às mulheres: também se aplica aos homens que ingressam na vida pública movidos mais por conveniência e privilégios.
*Servidor federal aposentado Balneário Camboriú-SC

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