Deputado estadual bolsonarista exalta livro de Hitler em discurso no MS
O deputado estadual João Henrique Catan (PL-MS) fez um discurso nesta terça-feira (7) que está sendo entendido como apologia ao nazismo.

Em seu pronunciamento o parlamentar criticava a maioria governista da casa legislativa. A queixa surgiu em virtude da dificuldade que, como oposicionista, teria em obter informações do Poder Executivo estadual, comparando a situação com o que, em sua opinião, seria semelhante aos métodos nazistas adotados na Alemanha liderada por Adolf Hitler:
“Aqui eu trago, senhor presidente, um livro que este parlamentar ficou com medo na sua viagem de retorno ao Brasil, senhor presidente”, iniciou o bolsonarista. “Fiquei com medo de entrar com esse livro no Brasil, porque à época um juiz talvez mais ditador do que Adolf Hitler suspendeu a entrada e as vendas do Mein Kampf, “Minha Luta, Minha História, Minha Vida”, de Adolf Hitler, onde aqui retrata suas estratégias para aniquilar, fuzilar, o parlamento e os direitos de representação popular”.
Prosseguiu o deputado: “Senhor presidente, é com a apresentação do Mein Kampf de Hitler que peço para que este parlamento se fortaleça, se reconstrua, se reorganize nos rumos do que foi o parlamento europeu da Alemanha e que serviu, após sua reconstrução, de inspiração, inclusive para nós estarmos hoje aqui através do nosso direito constitucional brasileiro, que se inspira no modelo romano germânico”, ainda disse .”Era o que tinha, senhor presidente, para encaminhar o voto favorável a aprovação do requerimento”, concluiu.
Em nota, Catan negou que seu discurso fosse de apologia ao nazismo, que aliás é crime no Brasil:
“O Governo do Estado orientou sua base a votar contra um requerimento simples, que visava detalhar as contratações com cargos comissionados do estado. Coisa simples, da atividade fiscalizatória e devido exercício da atividade parlamentar. A citação foi justamente oposta a esse sentido, em crítica às estratégias de Hitler para anular o parlamento, corromper a democracia, até que colocou, por meio de infiltrado, fogo no parlamento alemão.
A crítica revela que a democracia no nível estadual está fragilizada, de maneira disfarçada, institucionalizada, legalizada pelo governador do Estado, pela coalisão, está entrando em autofagia, ao queimarem a independência do parlamento estadual. Ou seja, Hitler anulou o parlamento colocando fogo no prédio, o Governo do Estado de MS ateou fogo no parlamento estadual construindo sua base para que renunciem ao exercício e independência da atividade parlamentar.” (Com informação do G1)
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