PGR pede prisão de Moro por sugerir que Gilmar Mendes vende habeas corpus
Para a vice-procuradora Lindôra Araújo, ele cometeu crime de calúnia por sugerir que o magistrado pratica corrupção passiva.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão do senador Sergio Moro (União-PR) por insinuar que Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), vende habeas corpus. O órgão apresentou uma denúncia à Corte por calúnia. A informação é da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.
Na última sexta (14), o ex-juiz viralizou nas redes sociais por aparecer em um vídeo falando sobre “comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes”. Para a vice-procuradora Lindôra Araújo, ele cometeu crime de calúnia por sugerir que o magistrado pratica corrupção passiva.
Ela pede que Moro seja condenado e, se a pena for superior a quatro anos de prisão, que ele perca o mandato. Na visão da PGR, o senador estava ciente da acusação contra Gilmar e fez a declaração para depreciar e descredibilizar o ministro.
A procuradoria pede que o ex-juiz seja notificado a apresentar uma resposta em até 15 dias e que o STF instaure uma ação penal sobre o caso. Também foi solicitado que o vídeo seja mantido nas redes sociais para a apuração e que seja estabelecido um valor de indenização.
Após o pedido da PGR, Moro afirmou que sua declaração “foi retirada de contexto” e que “não contém nenhuma acusação contra ninguém”.
No trecho divulgado, o ex-juiz está em uma festa junina conversando com outras pessoas, quando uma voz feminina diz: “está subornando o velho”. Em resposta, ele afirma: “Não, isso é fiança. Instituto para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.
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