PIB municipal: estudo da CNM apresenta evolução do com recortes populacionais e regionais
No levantamento, a entidade apresenta a evolução da economia municipal a partir de recortes populacionais e regionais, referentes ao período de 2022 e 2023.
Estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) traz uma análise dos dados divulgados, em dezembro de 2025, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios. No levantamento, a entidade apresenta a evolução da economia municipal a partir de recortes populacionais e regionais, referentes ao período de 2022 e 2023.
Os dados do IBGE, que foram consolidados pela CNM, revelam que o Brasil vive uma desconcentração econômica. “Enquanto a participação dos grandes Municípios no PIB nacional recuou de 55% para 47% entre 2010 e 2023, o interior assumiu o protagonismo, com os pequenos e médios Municípios alcançando 22% e 31% de relevância, respectivamente”, aponta o estudo.
Essa tendência também é vista no que se refere à média do PIB per capita, com a queda na disparidade entre grandes Municípios e pequenos e médios Municípios. Em 2010, o PIB per capita dos pequenos Municípios correspondia a 42% dos grandes Municípios, subindo para 58% em 2023. Em relação aos médios Municípios, esse percentual passou de 69% para 84%.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, alerta que Municípios com ampla expansão de atividade produtiva e populacional tendem a sofrer mais pressão sobre serviços públicos. “O que vemos é o aumento de demandas da população nas mais diversas áreas, como vagas em creches, atendimento na saúde, necessidade de moradias, entre outras. Alia-se a esse cenário o fato de os Municípios receberem cada vez mais responsabilidade decorrentes de decisões tomadas em Brasília, sem, no entanto, serem amparados por novas fontes de financiamento“, diz.
Recorte regional
Os Municípios do Sudeste ainda têm predomínio na contribuição para o PIB nacional. Porém, observa-se uma ligeira redução, ao tempo em que se nota aumento nas demais regiões, com destaque para o Centro-Oeste, ampliando a participação de 9% para 11%. Os do Sudeste passaram de 56% em 2010 para 52% em 2021; retomando para 53% em 2023.
O estudo também aponta a difusão do crescimento da economia entre os Municípios de cada Estado, ou seja, a quantidade de Municípios com crescimento do PIB em relação à proporção total. Nesse cenário, o destaque ficou com a Região Nordeste (84%), seguido da região Norte (82%) e Sudeste (79%).
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