Vereador Marcelo questiona Município sobre do processo de regulamentação do Diário Oficial
Pedido de informações foi feito por Marcelo esta semana.
O pedido de informações foi dirigido à secretária Josileia Rigo Marques, de Governo e Gestão Estratégica. Marcelo busca saber qual é o mecanismo atualmente utilizado para certificação e validação da assinatura digital das publicações, bem como se há utilização de certificado digital no padrão ICP-Brasil ou outro sistema oficial equivalente.
Busca saber também quais servidores públicos estão formalmente designados como responsáveis pela publicação, edição e disponibilização do Diário Oficial e se existe ato administrativo específico que regulamenta essas atribuições; bem como horário oficial estabelecido para a publicação das edições; se existe padronização quanto à periodicidade e ao horário das publicações, e, em caso de publicações extraordinárias, como se dá sua definição e a devida publicidade.
Disse que o requerimento se justifica pela relevância do Diário Oficial de Corumbá como instrumento essencial de transparência e publicidade dos atos do Poder Executivo Municipal, sendo indispensável para garantir o acesso da população, dos órgãos de controle e dos demais interessados às informações oficiais.
“A verificação quanto à validade jurídica da assinatura digital das publicações é medida necessária para assegurar a autenticidade, integridade e confiabilidade dos atos administrativos divulgados, especialmente diante da crescente digitalização dos meios oficiais de comunicação”, argumentou.
Ressaltou que, da mesma forma, “a identificação clara dos servidores responsáveis pela edição, publicação e disponibilização, contribui para a rastreabilidade, responsabilização e lisura dos procedimentos administrativos, fortalecendo os mecanismos de controle interno e externo”.
Afirmou que, no tocante ao horário de publicação, trata-se de aspecto de elevada relevância jurídica, uma vez que influencia diretamente a contagem de prazos legais, sobretudo em processos licitatórios, contratações públicas e demais atos que dependem da publicidade oficial para produzir efeitos, e que a ausência de padronização ou clareza nesse ponto pode gerar insegurança jurídica e eventuais prejuízos à Administração Pública e aos administrados.
“O esclarecimento das informações solicitadas mostra-se imprescindível para o adequado exercício da função fiscalizadora do Poder Legislativo, bem como para o fortalecimento dos princípios constitucionais da legalidade, publicidade, eficiência e transparência na Administração Pública”, justificou.
TRANSPORTE ESCOLAR
Em requerimento direcionado à secretária Municipal de Educação, Mabel Marinho Sahib Aguilar, o vereador pediu providências urgentes quanto à regularização do transporte escolar dos alunos da Escola Municipal Carlos Carcano e suas extensões na zona rural, garantindo assim o direito constitucional à educação, assegurado pela Constituição Federal, bem como no dever do Estado de garantir igualdade de condições de acesso e permanência na escola, e o Estatuto da Criança e do Adolescente que estabelece que é dever do poder público assegurar à criança e ao adolescente o acesso à educação pública e gratuita, sendo o transporte escolar elemento essencial para viabilizar esse direito, especialmente em áreas rurais de difícil acesso.
Informou que os alunos da Escola Carlos Carcano e suas extensões estão enfrentando grave e reiterada deficiência no serviço de transporte escolar, estando há mais de um mês sem atendimento regular, situação que compromete diretamente a frequência escolar, o rendimento pedagógico e a permanência dos estudantes na rede de ensino, e quando o serviço é prestado, ocorre de forma insuficiente e irregular, não atendendo à demanda diária dos alunos.
Além disso, revelou a precariedade dos veículos utilizados, que apresentam condições inadequadas de segurança e conforto, tais como vidros quebrados, poeira excessiva, calor extremo e falta de manutenção, expondo crianças e adolescentes a riscos físicos e à violação de sua dignidade, e a continuidade dessa situação pode ocasionar evasão escolar, prejuízos pedagógicos irreversíveis e até impactos sociais às famílias, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, que dependem do transporte público escolar como único meio de acesso à educação.
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